No mês de outubro (28/10), a ILHATUR esteve presente na terceira edição do Download no Centro de Convenções Pullman e Grand Mercure Vila Olímpia, em São Paulo. O evento foi realizado em uma parceria pela Academia de Viagens Corporativas e PANROTAS, e contou com a presença de diversos travel managers, TMCs, fornecedores e outros players da indústria de viagens para debater como desafiar o status quo das viagens a negócios. Confira alguns dos temas abordados no evento:
O evento iniciou com um debate feito pela jornalista Izabella Camargo, onde o principal assunto, foi a respeito da experiência e bem estar do viajante corporativo.
Izabella abordou o equilíbrio entre vida pessoal e profissional, afirmando que ambos os aspectos não devem ser vistos separadamente, pois a vida é uma só. Ela questionou gestores de viagens sobre o cuidado com a saúde, o talento e o tempo dos funcionários, ressaltando a importância de tratar a experiência deles de forma humana e saudável, especialmente em viagens de trabalho.
Izabella também destacou a necessidade de discutir saúde mental no ambiente corporativo, dado o aumento de transtornos mentais como causa de afastamentos no Brasil. Segundo ela, líderes e liderados devem manter uma comunicação clara, com abertura para conversas difíceis.
Johnny Thorsen, vice-presidente da Spotnana, explorou mudanças no setor de viagens, especialmente a aceleração causada por novas tecnologias. Ele destacou quatro pontos de inflexão que impactam o mercado: conteúdo e conectividade, contratos e pagamentos inteligentes, IA versus atendimento humano e o desafio entre crescimento global e sustentabilidade.
Com o avanço de APIs e ferramentas integradas, Thorsen observou que o autosserviço está em alta, permitindo que os viajantes resolvam cada vez mais sozinhos suas demandas, embora o atendimento humano ainda seja necessário em momentos críticos, como greves ou falhas de sistema. Ele concluiu que o setor precisa se adaptar a um cenário de viagens como serviço e plataformas abertas, antecipando uma nova fase tecnológica.
Entretanto vale ressaltar, que as TMC's desenvolvem um papel fundamental na experiencia do viajante, visto que são elas a inteligência do negócio, dotadas de conhecimento e expertise para resolver certo problemas de viagens dos usuários.
Um assunto que teve bastante relevância no evento foi a questão dos valores das passagens aéreas no mercado nacional. O debate aponta que fatores globais, como a alta do dólar e o aumento do querosene, dificultam uma redução nas tarifas, ou seja, é necessário olhar para a para a macroeconomia.
Juliana Castiglione, da Gol, observou que as tarifas aéreas médias do corporativo de 2022 e 2023, não mudou muito e é possível teruma previsão de como será o cenário dos anos pela frente.
"O dólar impacta muito nessa questão. E ao analisar a quantidade de ofertas no mercado, observamos que houve uma melhora para o cliente em termos de preço, mas é preciso levar em conta a questão da antecipação de compra, que também influencia", complementa o Country Manager da Iberia no Brasil, Gustavo Esus.
Jacqueline Conrado, executiva de contas da United no Brasil, comenta que “é difícil olhar para o cenário de hoje e compará-lo com o de 2019, pois neste momento ele é diferente, temos outro contexto geopolítico e a demanda aqui no Brasil está alta, enquanto a oferta Brasil-EUA está se recuperando lentamente. Até poucos meses atrás, a United era a única companhia aérea que havia retomado todas as operações entre os dois países (em relação ao pré-pandemia)”.
Além dos convidados citados acima, a diretora executiva da Flytour Business Travel, Manuela Bernardes redigiu algumas criticas ao sistema NDC, já adotado por algumas companhias aéreas, pela sua falta de clareza d em itens como bagagem e remarcações, e ainda comentou que é preciso que o setore aéreo se torne mais estratégico para oferecer mais valor ao cliente e ajudar a equilibrar custos.


